domingo, 15 de julho de 2012

Fisioterapia em pacientes com Síndrome de Down


Intervenção Fisioterapêutica em pacientes com
 síndrome de Down

A lei 7853, aprovada em 24 de outubro de 1989, no artigo 8º diz:
“...Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência,
sua integração social e as ações necessárias ao seu cumprimento,
afastando discriminação, garantindo-lhes o direito à educação, à
saúde, ao trabalho, ao lazer, à previdência social..."
(CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 1989).

É importante que a criança com Síndrome de Down receba estimulação para se desenvolver desde o nascimento, por isso o acompanhamento fisioterapêutico vem com o importante papel de fornecer, em especial, o desenvolvimento mental e motor, proporcionando maior longevidade e melhor qualidade de vida.

A criança que nasceu com essa síndrome vai controlar a cabeça, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, andar e correr, exceto se houver algum comprometimento além da síndrome. Quando ela começa a andar, há necessidade ainda de um trabalho específico para o equilíbrio, a postura e a coordenação de movimentos.

Mas antes de qualquer técnica específica de estimulação, a convivência saudável deve ser uma das prioridades da estimulação, pois é a partir dela que ocorre o desenvolvimento.

A hipotonia muscular faz com que haja um desequilíbrio de força nos músculos da boca e face, ocasionando alterações na arcada dentária, projeção no maxilar inferior e posição inadequada da língua e lábios com a boca aberta e a língua sempre para fora, a criança respira pela boca, o que acaba alterando a forma do palato. Esses fatores, dentre outros, fazem com que os movimentos fiquem mal coordenados.

TÉCNICAS:

Exercícios específicos de equilíbrio com o uso da bola de Bobath e da prancha de equilíbrio também são importantes.


  • fisioterapia respiratória atua na prevenção e tratamento, visam o conforto respiratório do paciente.

  •  Brinquedos coloridos e sonoros estimulam a visão, a audição e a coordenação de movimentos no bebê.
  • Atividades que envolvam o balanço estimulam os órgãos do equilíbrio, o balanço na bola de Bobath facilita  as reações de controle de cabeça e tronco.

  • A hidroterapia poderá ser útil pois o ganho de força muscular para pacientes com Síndrome de Down pode ser conseguido através da resistência da água ao movimento. 

  • O trabalho de fortalecimento, equilíbrio muscular e determinadas posturas pode utilizar a turbulência da água, provocada em diferentes velocidades, permitindo o desafio do equilíbrio para diferentes tipos de déficits motores. A adequação do tônus muscular pode ser realizada co-contração através de exercícios resistidos contra a flutuação e a viscosidade da água, durante algumas atividades lúdicas (ludoterapia).


A hidroterapia pode ser benéfica ao fornecer métodos alternativos para estimular a reeducação dos padrões respiratórios, como realizar bolhas na água com a boca, a utilização de canudos e diferentes objetos para soprar, estimular a musculatura orbicular da boca e favorece sua oclusão, além do fato da musculatura respiratória ser estimulada pela pressão hidrostática exercida constantemente sobre o corpo imerso.

O objetivo da fisioterapia não é tentar igualar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança com síndrome de Down ao de uma criança comum nem exigir da criança além do que ela é capaz, mas auxiliá-la a alcançar as etapas desse desenvolvimento da forma mais adequada possível, buscando a funcionalidade na realização das atividades diárias e na resolução de problemas.

Referências:

http://www.faesfpi.com.br/Interven%C3%A7%C3%A3o%20Fisioterap%C3%AAutica%20na%20S%C3%ADndrome%20de%20Down.pdf (Acadêmicos do Curso de Fisioterapia IV Bloco da FAESF - Faculdade de Ensino Superior de Floriano - FAESF)

http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2007/RN%2015%2002/Pages%20from%20RN%2015%2002-4.pdf (16. mai, 2009 por APSDOWN em FISIOTERAPIA)


Por:

Maycon Douglas Alves de Oliveira
Graduando Fisioterapia - UNIME Salvador
Coordenador FISIOTERALOUCOS e Assessoria Reviva Esportes
Sugestão de: Bruna Camargo

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